Filmes LGBT+ para entender e lembrar o significado da data do Orgulho!

Hoje, 28/06, Dia Mundial do Orgulho LGBTQ+ resolvi fazer uma lista com excelentes filmes que abordam como é pertencer a comunidade. A representação LGBT no cinema é essencial e, aos trancos e barrancos, tem crescido nos últimos anos com a maior visibilidade da causa. Ela é importante para tirar as pessoas da marginalização, valorizar suas identidades, mostrar que elas não estão sozinhas e merecem o mundo, como todos! Suas histórias são lindas, inspiradoras, cheias de potencial, luta e carinho e precisam ser compartilhadas. Essa lista tem uns filmes fortes, dramáticos e vida real, mas que não são apenas importantes pela representação e mensagem que trazem, mas também para as pessoas tomarem consciência de uma realidade diferente da delas.

Momento militância no The Geek Drama pois, como vocês sabem, a gente acredita que todo mundo merece se ver nas telas, que nada mais são do que a representação da nossa sociedade. Hoje, e todos os dias, eles são protagonistas das próprias histórias, colocando muito mais brilho nessa sociedade cinza chatíssima cheia de não me toques. Aproveitem o final de semana, escolham seu filminho da lista abaixo e se engaje na causa que luta apenas pelo respeito e direito de amar livremente e ser quem é com plenitude!! – Para de julgar os outros que é feio e não te diz respeito haha

OBS: Tentei incluir todas as manas na lista, posso ter falhado – aceito sugestões de mais filmes sobre, porque sempre muitíssimo bem-vindos. AND, estou ciente dos hits que não estão na lista e é proposital, não fica pistola comigo caso o seu favorito não apareça – aproveita a dicas e dê sugestões para o futuro.

OBS 2: Vou aproveitar a própria lista, porque nem eu assisti a todos esses filmes – são sugestões e pesquisas que me levaram a indica-los 😉 e tem muitos outros que quero assistir, e assim que o fazer veio correndo contar! A representação está desproporcional, sei que é assim na indústria, mas ainda peço perdão.

1 – Guerra dos Sexos

Protagonizado por Emma Stone e Steve Carell, o filme vai contar a história real da famosa tenista americana Billie Jean King. Considerada uma das melhores atletas de todos os tempos, o filme começa com Billie Jean exigindo ganhar a mesma quantia que os homens, em meados dos anos 1970! Sendo ridicularizada pelos empresários, a tenista realiza seu próprio campeonato e desperta a ira fantasiada de deboche de Bobby Riggs, atleta aposentado que passou três vezes na fila de babaquice. No meio da luta midiática esportiva pela igualdade, Billie Jean acaba despertando sua bissexualidade. Eu adoro esse filme, é super Girl Power, revoltante, fofo e divertido!

2 – Priscilla: A Rainha do Deserto

Um clássico da cultura LGBT, e da infância – pelo menos é quando me recordo desse filme. Nele, vamos acompanhar as aventuradas de duas Drag Queens, Mitzi e Felicia, e de uma mulher transgênero, Bernadette, oferecendo seu show singular de Cabaré itinerante pelo deserto. O filme é de 1994 (um ano iluminado) e tem uma narrativa divertida e inovadora para época. Como disse, assisti quando crianças e minha memória me traiu, ótima oportunidade para rever – visto meu recente vício em RuPaul!

3 – Tomboy

O premiado filme francês de 2011 conta a história Laure, criança de 10 anos que, quando se muda para uma nova vizinhança, propositalmente se apresenta como Mickäel. A história do pequeno menino trans aborda como é viver essa realidade tão jovem, seu interesse romântico por Lisa, sua relação com a irmã e os pais. Eu adoro a narrativa dos longas franceses e sua linguagem tão única. Este é, definitivamente, um must see para todos nós, e se em Meu Nome é Ray, com Elle Fanning, já fiquei impactada com a realidade trans, este vai acabar com meu coração.

4 – Carol

Estrelado pelas perfeitas Cate Blanchett e Rooney Mara, o longa conta a história de duas mulheres completamente diferentes que se apaixonam de forma inesperada. Therese (Mara) trabalha numa loja de departamentos em Nova York, a jovem de 20 e poucos anos é cheia de sonhos e busca uma vida melhor, quando atende Carol (Blanchett). A encantadora, porém, infeliz, Carol está presa num casamento falido e conveniente, apenas existindo. As duas criam uma conexão imediata e vivem uma paixão proibida nos anos 1950. Esse relacionamento trará problemas, principalmente para Carol que verá o marido colocando em cheque sua competência como mãe (homens, né?). É um filme encantador, sensível, e excelente – desde a direção de arte, o figurino e a delicadeza da história adaptada do conto escrito por Patricia Highsmith.

5 – Pariah

Representando um bom filme indie desconhecido, Pariah está nessa lista como um achado da diretora que amo Dee Rees – de Mudbound, hino ignorado. Originado de um curta, o filme vai contar a história de Alike, uma jovem negra lésbica que mora no Brooklyn e está tentando encontrar seu lugar e expressar sua sexualidade, enquanto encontra resistência em suas amizades e família. Não assisti ainda, porém já me parece excelente e é quase uma autobiografia da própria Dee Rees – nova yorkina, negra e lésbica! Ou seja, representação feita por quem, definitivamente, entende do rolê, e colocou seu coração nesse roteiro e direção!

6 – A Favorita

Definitivamente o meu favorito do Oscar desse ano, A Favorita se passa no começo do século XIII, no período da guerra entre Inglaterra e França. Um grande deboche e crítica a corte e nobreza da época, o filme foca na Rainha Anne, uma figura controversa na história do país, porque, bem, era lésbica. A triste solidão de Anne e a sua posição de maior autoridade do país e submissão às suas amantes é contado brilhantemente por Yorgos Lanthimos, um diretor com assinatura e ousadia incríveis. O filme divide muitas opiniões, porém conta a história real de uma rainha lésbica, solitária e completamente alienada, presa em relacionamentos abusivos no meio de uma guerra por poder, em um Inglaterra do Século XIII governada por mulheres. Filme com essa narrativa revestido de metáforas de direção e roteiro não precisa de mais nada para me agradar – mas tem, pois, perfeito, Emma Stone, Rachel Weisz e a premiada Olivia Colman.

7 – Orgulho e Esperança

Baseados em fatos reais, essa dramédia britânica é sobre gays ajudando mineiros, isso mesmo. Em 1984, um grupo de mineiros de uma pequena cidade decidem fazer greve contra o governo de Margaret Tatcher. Para demonstrar apoio a causa, um grupo de gays e lésbicas chegam na cidade e decidem arrecadar fundos para ajudar a família dos mineiros. Porém, orgulhosos e preconceituosos (beijos, Jane Austen), os mineiros ficam reticentes em aceitar esse auxilio, só que essa resistência não é o suficiente para afastar as manas de ajudar aqueles em necessidade. O filme é um dos raros casos de fofura, aceitação e final feliz, incluindo a Parada LGBT em Londres! O governo Tatcher foi muito ameaçador para a comunidade e esse capítulo inusitado da história fez diferença!

8 – Moonlight

O vencedor do Oscar de 2017, Moolight é um filme que me deixa sem palavras de tão perfeito e irretocável. Nele vamos acompanhar três estágios da vida de Chiron: final da infância, adolescência e vida adulta. O jovem negro vive numa vizinhança pobre e criminalizada de Miami com a mãe solteira viciada em crack, Paula (Naomie Harris – rainha do filme). Chiron é tímido, negligenciado e se sente terrivelmente sozinho sem o carinho e atenção da mãe, contando apenas com seu único amigo Kevin, e Juan (Mahershala Ali nunca errou) – um traficante de drogas poderoso que percebe a carência do menino e praticamente o adota, fornecendo um lar tranquilo, acolhedor e carinhoso, junto com sua namorada Teresa (Janelle Monae, sou fangirl). Na adolescência o garoto começa a sofrer bullying, e cai nas armadilhas da sociedade, seguindo um caminho quase predeterminado, mas nem tanto. Eu sou apaixonada por esse filme, pela sensibilidade da fotografia, da direção, tudo! Vejam e revejam!

9 – O Segredo de Brokeback Moutain

Um marco do cinema LGBT, o polêmico e icônico filme de 2005 com certeza abriu muitas portas para histórias do vale serem contadas. A história é sobre dois cowboys que se conhecem quando arranjam um trabalho de pastor, logo se tornam amigos e à medida que passam tempo juntos, a relação dos dois fica mais forte, culminando num romance escondido de verão. Incapazes de lidarem com suas emoções, após o trabalho de verão os dois seguem caminhos diferentes, e, anos depois, casados e com filhos, voltam a se encontrar e acender essa antiga paixão. Confesso o meu pecado de nunca ter assistido ao filme com o casal perfeito Jake Gyllenhaal e Heath Ledger, protagonistas desse romance avassalador – para eles, e para nós, pois, que homens. O filme ainda conta com Anne Hathaway e Michelle Williams, e muitos prêmios e indicações.

10 – Direito de Amar

A péssima tradução para A Single Man está nessa lista por causa do seu protagonista, Colin Firth aka amor da minha vida. Nele acompanhamos George, um professor de faculdade em Los Angeles que não consegue lidar com a morte de seu parceiro, Jim, com que estava junto há 16 anos. Seis meses depois do fatal acidente de carro, George toma a difícil decisão de cometer suicido, e para isso (como uma pessoa terrivelmente metódica) ele organiza tudo para o momento e para a posterioridade, realizando testamento e passando tempo com pessoas queridas. Nesse meio tempo ele repensa se é isso mesmo que ele quer fazer, especialmente com a companhia da sua melhor amiga drama queen total Charley (Julianne Moore abrilhantando o elenco). O filme é dirigido por Tom Ford e tem uma estética e direção de arte incríveis, a ambientação dos anos 1960 é impecável! É dramático, mas tem bons alívios cômicos, além do deus Colin Firth fazendo um viúvo desolado, temos Nicholas Hoult e Matthew Goode.

11 – Milk A Voz da Igualdade

A biografia de Harvey Milk, um importante ativista LGBT norte-americano. Milk foi o primeiro político abertamente homossexual a assumir um cargo público, como supervisor da cidade de São Francisco. O filme aborda a vida de Milk a partir dos seus 40 anos, quando percebeu uma necessidade de se envolver com as causas LGBT, assumiu sua homossexualidade publicamente, se mudou para São Francisco, e se engajou na luta, motivado pela contracultura de 1960. O filme se passa na década de 1970 e foca na sua vida política e ativismo. A carreira de Harvey foi curta, ficando apenas 11 meses no mandato até seu assassinato, em 1978, por Dan White. Ele virou um mártir dos direitos LGBT e um símbolo da cidade de São Francisco, pioneira e referência na causa. Apesar do meu nariz torto para Sean Penn, que vive Milk, o filme é excelente, premiado e dá um bom background político da luta LGBT, com fatos históricos.

12 – Boy Erased

Boicotado no Brasil, o filme era um dos mais aguardados por mim neste 2019 e que acreditei ter uma presença no Oscar, também não alcançada. Baseado no livro de memórias de Gerrard Conley, o filme é sobre Jared, um jovem fruto de uma família conservadora, da qual o pai é pastor da Igreja Batista de uma pequena cidade do interior. Ao ser confrontado pela família, Jared precisa escolher entre a expulsão ou a tentativa da “cura gay”, com tratamentos terríveis, lavagem cerebral e procedimentos físicos. O filme mostra uma realidade obscura ainda presente, de pessoas que acreditam que a homossexualidade é uma doença e precisa ser curada. A dor, crueldade e tortura que a sociedade causa naqueles que são diferentes de seus padrões precisa ser exposto para ser combatido. Jared é interpretado pelo fofíssimo Lucas Hedge e sua mãe vivida por Nicole Perfeita Kidman! E Russel Crowe whatever haha. O filme já está no telecine por aqui.

13 – Amores Imaginários

Xavier Dolan escreveu, dirigiu e protagonizou o longa canadense de 2010. Francis e Marie são amigos inseparáveis, porém a relação dos dois muda com a chegada de Nicolas na cidade de Montreal. Incorporado na amizade, logo se tornam um trio inseparável para, depois, tanto Francis quanto Marie desenvolverem uma forte paixão por Nicolas, com atitudes obsessivas, colocando a amizade em cheque quando disputam a atenção e o amor do garoto. Indicação do amigo Felipe, esse filme tem uma pegada indie, com vibes de feeling fantasiosas, e acumula notas excelentes nos sites de críticas.

14 – O Reino de Deus

Na pegada Brokeback Moutain, o longa se passa no interior rural com fazendeiros. Johnny, um jovem pastor que vive isolado e sozinho, descontando as frustrações no bar com drinks (não tão bons) e sexo casual. Até que a chegada Gheorghe (que grafia ingrata), novo ajudando para a temporada produtiva da fazenda. O imigrante romeno traz consigo novas experiências e sentimentos para Johnny, o colocando em um novo caminho. Francis Lee, ex jogador de futebol da Inglaterra que disputou a Copa do Mundo em 1970, estreia na direção e também assina o roteiro do longa e já leva alguns vários prêmios para a casa! O filme parece ter essa atmosfera melancólica e romântica, e espero que tenha final feliz, viu Felipe?

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