Impossible comes true, it’s taking over you. This is the greatest show

Um musical com Hugh Jackman que celebra a diversidade não tem como dar errado, não é mesmo? Pois então, se você quer um filme leve, que vai te inspirar e alegrar seu dia, O Rei do Show está aqui para isso – e um pouquinho mais!

O filme vai contar a história de P. T. Barnum (Hugh Jackman), um menino de origens humildes e cheio de sonhos. Quando adulto, Barnum se casa com a mulher pela qual sempre foi apaixonado, tem duas filhas lindas e quando é demitido de seu monótono emprego, vê a oportunidade de perseguir seus sonhos e colocar toda a sua criatividade para trabalhar. Assim nasce o show que irá mudar o cenário de Nova York, com as pessoas mais diferentes, talentosas e extremamente marginalizadas. Barnum cria um espetáculo inédito e que ao mesmo tempo é novo e curioso, gera crítica e desdém da alta sociedade. Ainda assim, o show é um sucesso, mas será que toda a riqueza, prestigio e visibilidade será o suficiente para ele?

Eu AMO musicais, eles me deixam animada e agitada e eu quero sair correndo e dançar e cantar em grupo e subir em mesas. E esse é um filme para quem gosta de musicais, se você não é fã do gênero, receio que não irá gostar. Mas, para quem, assim como eu, adora, é um prato cheio. Depois de praticamente um ano do lançamento de La La Land (um dos meus filmes preferidos da vida), O Rei do Show chega para preencher esse vazio (inclusive com parte da equipe do filme do ano passado rs).

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As letras são inspiradoras, delicadas e lindas. Me emocionei, de arrepiar, com praticamente todos os números musicais! Para mim, uma pessoa não tão crítica e 100% leiga no assunto, todos cantam bem, e tudo orna! A Coreografia das cenas são lindas, e a fotografia ajuda muito a valorizar esses momentos. E um destaque também para os figurinos e direção de arte, que deixou o visual do filme IMPECAVEL! É tudo deslumbrante para os olhos e ouvidos. Estou ouvindo a trilha sonora do filme no momento em que escrevo, e só aquece meu coração.

A história do filme é inocente e muito fofa (e super previsível, mesmo, mas isso não é um problema)! É aquela sessão família, para todas as idades, mas que mesmo assim toca o coração. Ela é inspiradora, falando sobre encontrar o seu lugar no mundo, um grupo que te veja de verdade e te aceite, e claro a autoaceitação e se apropriar de quem é, assumir que você é diferente e isso te faz especial! Não precisa ter vergonha por não se encaixar no padrão que esperam. Apesar de o filme se passar no começo do século XIX, esse é um tema ainda muito atual e as pessoas ainda são cheia de preconceitos, tanto com os que saem do padrão, quanto com o que é considerado “arte” (essa gente chata que se acha dona da cultura) e “apenas entretenimento” – outro tema discutido no filme.

Mas toda a história é sobre P. T. Barnum, o cara que criou o circo, e vemos a sua ascensão, as crises e conflitos no meio do caminho, o seu lado empreendedor e pai de família. Então, além de tudo aquilo, a narrativa também irá falar sobre ambição, e discute a importância da auto aprovação e da aprovação externa. O Rei do Show irá trabalhar um pouco o que significa sucesso, e como o caminho até ele é cheio de armadilhas, que você mesmo pode colocar e se perder. E isso foi o que mais gostei na história, não existe um vilão caricato invejoso. A história e sua mensagem funcionam muito bem sem ter uma mente maligna e um mocinho ingênuo – como se espera de histórias muito romantizadas.

THE GREATEST SHOWMAN

Momento crítica, achei os personagens secundários mal trabalhados. A história, como o próprio título diz, é sobre The Greatest Showman, P. T. Barnum, e sua construção funciona e é muito boa. Mas a gente sabe muito pouco de todos os artistas do show, até da sua própria esposa, que fica ali sem desenvolvimento algum! O produtor Phillip (Zac Efron) também é bem construído e tem seu próprio arco, mas SÓ! (e poxa, os dois são homens brancos heteros). Os demais personagens não têm arco, eles são incríveis, cheios de potenciais, mas pouco aproveitados. Eu sei que o filme é uma biografia sobre o cara que praticamente criou a indústria do entretenimento, mas acredito que teria espaço para mais arcos dramáticos dos personagens mais diferentes (ainda mais porque o filme fala disso).

Mas já que entramos no assunto Zac Efron, a escolinha High School Musical tem aqui seus efeitos positivos – estou orgulhosa. Ele está incrível! As cenas dele com Hugh Jackman são um show à parte, os dois tem um ótimo entrosamento, protagonizam um dos momentos mais legais do filme com “The Other Side” e, sinceramente, um filme que junta musical e Zac e Jackman NÃO TEM O QUE DIZER e só sentir, não é mesmo? – Relembrei os tempos de Hair Spray (que tem basicamente a mesma pegada).

Michelle Willians, que faz o papel de Charity, a esposa de P. T. Barnum, está excelente. A química do casal funciona, e eles são fofos e vivem praticamente um conto de fadas do momento em que se conhecem (ainda crianças) até o “felizes para sempre”. Zendaya, outro nome de destaque no filme, também está ótima em seus números de dança e canções – apesar de funcionar apenas como artificio para o desenvolvimento do personagem de Zac Efron argh. As duas tinham potencial de serem melhor desenvolvidas.

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O Rei do Show é marcado por uma produção sensacional – com excelentes números musicais, uma sintonia maravilhosa entre o elenco, que conta com ótimas atuações. O roteiro é ultra romantizado, cheio de flores e arco íris, e muito previsível, mas que claramente foi a abordagem escolhida e isso faz o filme ter o brilho e o encanto que tem, atingindo todos os públicos. Existe essa metalinguagem interessante do filme escolher um caminho mais simples e ingênuo, deixando de lado complexidades, e a discussão proposta pela história do que é “arte” e o que é entretenimento apenas. É um filme leve, super divertido e muito inspirador, que faz você ficar encantado e feliz, com uma história fofa de superação e sonhos (como todo bom musical). Vale a pena ir assistir e aquecer seu coração – e ouvir sem parar a trilha sonora depois.

Ah, e o final é de encher o coração, explodir de fofura e você ficar todo AAAWN – e o filme fica redondinho e deslumbrante.

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